Existe um desejo tão antigo quanto a própria linguagem: o de ser escutado.
Existe um desejo tão antigo quanto a própria linguagem: o de ser escutado. A escuta constrói um espaço seguro onde o outro pode descansar da exigência de ser forte o tempo todo.
"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio." - Rubem Alves
Escutar é presença. É estar para o outro, mesmo que apenas por alguns minutos. É não se colocar no centro da fala. É saber que o mundo não gira em torno das nossas respostas, mas pode se transformar quando oferecemos atenção verdadeira ao próximo.
Há silêncios que machucam, os silêncios da omissão e da indiferença. Mas há o silêncio de quem escuta, onde a dor encontra abrigo. Esse silêncio é um idioma. E muitas vezes, é mais funcional do que qualquer discurso bonito.
Existe um desejo tão antigo quanto a própria linguagem: o de ser escutado. Mas não qualquer escuta. A escuta que:
- Acolhe sem pressa;
- Não interrompe;
- Não tenta consertar;
- Não transforma dor em conselho.
Em tempos em que todo mundo quer falar, escutar virou um gesto revolucionário. E quem escuta de verdade, cria refúgio.
“Se quiser ficar em silêncio, eu fico. Não para resolver. Mas para estar.“
